Ataque a um soldado com coquetel molotov na Maré motivou aquisição do produto para grupamento de 220 homens

Juliana Prado Juliana Prado           download

Direto do Rio de Janeiro – Terra Notícias
6 NOV2014 – 16h34 – atualizado às 16h35.
rjspray-antifogodivulgacaoOs sucessivos confrontos com o tráfico no Complexo da Maré, comunidade na Zona Norte carioca ocupada desde março pelo Exército, tem levado agentes de segurança a soluções inusitadas de auto-proteção. Mesmo em locais onde há atuação conjunta das Forças Armadas e da PM, caso da Maré, os conflitos não cessam. Muitas áreas seguem conflagradas. Depois de ver um soldado seu ser atingido em confronto por um coquetel molotov, o comandante de um dos grupamentos deslocados para a comunidade decidiu adquirir um spray antifogo, produzido na Eslovênia, revendido no Brasil e utilizado para extinguir pequenos incêndios.
Depois de conhecer o equipamento numa feira de segurança, o comandante decidiu comprar 220 unidades, uma para cada homem do seu destacamento. Como parte de uma espécie de arsenal de guerra, o material foi utilizado pela tropa durante dois meses, de agosto a outubro, como forma de se precaver de ataques como queima de contêineres das Unidades de Polícia Pacificadora, realização de barricadas com fogo em pneus e o próprio uso de coquetéis molotov.

Quem conta a história é Péricles Mattos, diretor comercial da empresa Just Bonpet RJ, que tem a exclusividade da venda do produto no Brasil e Mercosul. “Em uma feira, recebemos a visita de um major do Exército, assessor do comandante da Força de Pacificação da Maré”, conta. “No dia seguinte, veio o tenente coronel responsável pelo destacamento ao stand e nos relatou que tinha tido um problema com um dos seus soldados, em uma incursão na Vila do João (na Maré), atingido pelo coquetel molotov”. Daí o interesse no produto e a compra dos frascos.

Péricles conta que, durante dois meses, os homens do destacamento portaram o spray, de forma experimental, mas que não chegou a ser necessário o disparo do produto. Ele afirma que outras corporações, como Guarda Municipal do Rio, Fuzileiros Navais e a Marinha já se mostraram interessados no material, sobre o qual eles têm o direito de venda desde agosto. No caso da Guarda, a ideia seria ter um produto para utilizar em futuras manifestações, como as de junho de 2013, em que eram comuns os focos de incêndios nas vias públicas.

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